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 Opinião

  27/07/2010
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Há sinais bons e preocupantes nos dados de crédito

O BC divulgou hoje dados sobre a concessão de crédito às pessoas e às empresas. No primeiro semestre, o estoque de crédito aumentou 8%, chegando a 45,7% do PIB. Há poucos anos, o Brasil patinava em torno de 20%, mas agora o crédito vem aumentando. Sobre isso, muita gente me pergunta se o Brasil não está concedendo crédito demais, se as pessoas não estão se endividando. E há duas respostas: sim e não.




É bom lembrar que o Brasil ainda tem juros muito altos, a taxa média para a pessoa física é de 40% ao ano, mas há créditos mais baratos e mais caros também. Nesta média, entra o cheque especial, por exemplo, cuja taxa é de 160%. Mas se vai ficar muito tempo nele, é melhor tomar um empréstimo mais barato.

Às vezes, as pessoas se endividam e não se dão conta. Se comprarem uma casa, vão se endividar por longo tempo, têm que esquecer parte do salário, encurtando a renda disponível. Então, quando outras contas se acumulam, não cabem no orçamento.

Por outro lado, o Brasil nunca teve crédito, então, esse volume de 45,7% do PIB não é alto, comparado com o de outros países. E o crédito é um importante insumo da economia. As pessoas precisam se endividar para comprar bens de alto valor que não comprariam de outra forma.
Houve um tempo em que o Brasil vivia uma distorção tão grande, na época da hiperinflação, que não havia outra saída a não ser comprar sem crédito. Agora, com a vida mais normal, as pessoas têm chances de comprar sua casa, seu apartamento.

O que é perigoso é o excesso de concessão de crédito do BNDES para algumas empresas ou obras. O Estadão mostrou que os empréstimos para os frigoríficos foram de R$ 18,5 bilhões, o que é um espanto. Tem muito crédito concedido para obras que não temos certeza se vão dar certo, se terão rentabilidade, como Belo Monte. A Oi também recebeu um empréstimo enorme para comprar a Brasil Telecom.

A gente acha que as empresas brasileiras têm de ficar grandes, mas não pode ser com uma injeção de anabolizante do BNDES, mas pela sua própria capacidade de crescimento. No passado, já cometemos esse erro: no governo militar, tínhamos essa ideologia de o governo decidir quem deveria ser grande. O governo quebrou a cara, e o contribuinte pagou a conta.

Por isso, quando vejo esses dados de crédito, a resposta é sim e não. Muita gente está tomando empréstimo para comprar sua casa própria e vai pagá-la nos próximos anos, como acontece no mundo inteiro. Agora, essas concessões de crédito excessivas do BNDES são perigosas. Há sinais bons e preocupantes nessas informações do BC sobre crédito. Temos que continuar monitorando e alertando para os desvios.

Essa expansão do crédito mostra também uma economia mais aquecida, quando o BC está tentando desaquecer um pouco. O fato de o governo ter duas políticas econômicas é outro sinal preocupante.
  Autor:   Enviado por Míriam Leitão -


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