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JORNAL AMATA
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 ESPORTES
  27/02/2004
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Índios em pé de guerra exigem demissões
Caixão do índio Xicrim diante dos representantes do DSEI
É tensa a situação em Altamira. Índios Parakanã, Xipaia e Bacajá estão na sede do município e exigem a substituição urgente da gerência do Departamento de Saúde Indígena (DSEI) da Funasa e da gerência do convênio que trata da saúde indígena em Altamira. As gerentes são, respectivamente, Tânia Sena e Gracinda Magalhães. Os índios defendem os nomes de Dnair Marques e Marilene Amaral para assumir os postos.
Ontem pela manhã nossa reportagem foi informada na Funsa que Tânia Sena já foi afastada do cargo pelo assessor do presidente do órgão, Ademar Gregório. Assumiu interinamente a gerência em Altamira, Luís Fernando Ponzi, consultor da Unesco que já trabalha dentro do distrito, mas ele teve que enfrentar protestos dos índios que chegaram a apontar armas e bordunas para ele.
Índios em pé de guerra exigem demissões



Os índios dizem que há doentes nas aldeias que não estão recebendo a atenção básica que deveriam ter. Segundo o cacique Bacajá - etnia que lidera o movimento - Jair Bepkramô, desde 1999 quando a saúde indígena passou a ser administrada pela Fundação Nacional de Saúde Indígena (FUNASA) já morreram 21 índios. A situação se agravou mesmo depois da morte da índia Ngreninu Xicrim ocorrida anteontem. Até o momento ainda não se tem um diagnóstico certo, mas comentou o cacique que a menina apresentava sinais de uma doença de criança conhecida tradicionalmente como sapinho. Bepkramô disse ainda que a doença da criança foi comunicada ao distrito em Altamira, “mas como sempre, só chega ajuda às aldeias quando já não tem mais jeito para o problema. Nas aldeias estamos sem medicamentos e até as consultas médicas para os índios estão sendo feitas via rádio porque os médicos não tem aparecido por lá”, enfatizou o índio.
Os índios começaram a chegar a Altamira desde o final da tarde de quarta-feira. Na chegada a Altamira os índios percorreram o quarteirão onde fica o escritório do DSEI cantando e dançando e depois se alojaram na casa do índio.
Ontem pela manhã a situação ficou mais tensa e a Polícia Militar foi chamada para tentar manter a calma. De caras pintadas e armados de arco e flecha e bordunas, os índios dizem que só deixam Altamira com a situação resolvida. “Se for preciso lutar por nossa saúde lutaremos, não estamos aqui para brincadeira”, garantiu o cacique.
Em Altamira, já se encontram 110 índios e o número será aumentado com a chegada de índios de 12 aldeias da região do Xingu e Iriri.
Ontem à tarde, os índios se reuniram com a direção da Fundação Nacional do Índio (Funai), funcionários do DSEI e representantes da prefeitura municipal. A reunião foi tensa com ameaças por parte dos guerreiros, principalemente aos representantes da Funasa. Os índios não abrem mão do departamento ser dirigido por Dnair e Marilene e dizem que vão invadir o órgão se não forem atendidos. “Se não formos atendidos e elas não assumirem ninguém assume a saúde do índio, diga isso a seu presidente”. alertou o cacique Joaquim Curuaia ao diretor interino do DSEI em Altamira.
Luís Fernando garantiu que a vontade do povo indígena será repassada ao presidente da Funasa. Os índios deram um ultimato e disseram que aguardam uma resposta até hoje às 14 hs, caso contrário vão invadir a sede do distrito.
O cacique Bacajá disse que o seu povo veio a Altamira para destruir o prédio do DSEI e tudo que há dentro dele, mas foram aconselhados pelo chefe da Funai em Altamira, Benigno Pessoa Marque,s a quem eles muito respeitam e estimam. Benigno foi o apaziguador entre índios e Funasa durante a reunião. Segundo ele, a situaçaõ requer uma atenção emergencial.
O desespero tomou conta dos índios com a chegada do corpo do índio Xicrim de um ano de idade que estava internado no hospital municipal há pelo menos 20 dias.
O menino não resistiu segundo o pediatra a uma infecção generalizada. Índios choraram a morte do menino ensanguentados, com cortes pelo corpo. A prática é uma tradição entre o povo Xicrim.





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