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JORNAL AMATA
Desde: 13/06/2001      Publicadas: 1111      Atualização: 15/10/2019

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 Altamira

  17/11/2011
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Gestão por Tirania Desmotiva Servidores

A Delegacia de Polícia Federal em Altamira, no Estado do Pará, criada em 2005, meses após o assassinato de repercussão internacional da missionária Dorothy Stang, em Anapu, abrangido pela circunscrição da referida descentralizada, foi instalada com a particularidade de um efetivo formado por policiais federais recém-ingressados nos quadros da PF.

Gestão por Tirania Desmotiva Servidores



O que no primeiro momento poderia ser encarado como um entrave para o bom funcionamento da Delegacia, a inexperiência do corpo funcional tornou-se desafio a ser superado, que passou a impulsionar os novos policiais.

Motivados, dedicados, cheios de vontade e orgulhosos em participar de uma instituição policial eficiente e de resultados, com competência e profissionalismo, ajudaram a construir um ambiente de trabalho marcado pelo respeito entre os policiais, independente de cargos (agentes, delegados, escrivães e papiloscopistas).

Lá os profissionais sentiam prazer em ir para o trabalho. E mais: sentiam orgulho em mostrar para os colegas que por ali passavam em missão, como as coisas funcionavam bem, apesar da série de limitações materiais, constatadas numa visita realizada pela Fenapef, em 2008.

O clima favorável de trabalho, em pouco tempo, traduziu-se em resultados positivos. Várias operações policiais foram deflagradas, inclusive de repercussão nacional, dentre as quais as operações Ananias, Crash, Panacéia, Sinal Vermelho, Rastro de Lama, Esperança, dentre outras. Em 2008, o número de grandes operações realizadas pela Delegacia em Altamira foi superior ao da própria Superintendência Regional da PF no Pará.

Os dissabores enfrentados pelos policiais que passaram a residir em pequenas cidades, incrustadas no meio da selva amazônica, com infraestrutura precária, de difícil acesso e elevado custo de vida, eram compensados pela satisfação de se trabalhar num ambiente onde prevaleciam a urbanidade, o respeito e a mútua cooperação, cujos resultados institucionais foram inegáveis.

Tudo parecia muito bem, até o dia em que a delegada Patrícia Helena Shimada, que já era lotada na referida Delegacia, foi alçada à condição de chefe da unidade, no ano passado.

A despeito dos indicadores de produtividade, ao assumir o comando, como se quisesse "reinventar a roda", a delegada passou a agir como se todas as práticas anteriores estivessem equivocadas. Na pretensa missão de colocar a unidade no "rumo certo," a delegada passou a adotar práticas dignas de regimes militares ditatoriais.

Tentativas de aplicar sanções disciplinares, sem o devido processo disciplinar e as garantias de ampla defesa e contraditório, ameaças a servidores, atitudes desrespeitosas e arrogantes com os subordinados, foram algumas das condutas que transformaram o outrora agradável ambiente de trabalho, em um verdadeiro calvário, para a maioria dos policiais federais lotados em Altamira.

Dentre as "modernas" práticas administrativas, certamente inspiradas na melhor doutrina de relações interpessoais de sua lavra, a nova chefe passou a "advertir" os escrivães, através de despachos exarados nos próprios autos de inquéritos policiais.

A falta de respeito e ética no tratamento dispensado pela dita autoridade policial aos seus subordinados chegou a tal ponto que passou a ser notada e comentada pelos servidores da Justiça Federal e do Ministério Público Federal, que têm acesso aos inquéritos policiais. As atitudes serviram tão somente para constranger e desvalorizar os profissionais atingidos.

Como se não bastasse, as ordens da delegada frequentemente passaram a ser acompanhadas de prazo para cumprimento, "sob pena de.....". Sem falar na prática sumária de repreender policiais por escrito, como se a repreensão não fosse uma das modalidades de punição disciplinar, previstas na legislação que rege a carreira policial federal. Talvez ela ignore que a repudiável atitude já foi formalmente reprovada em recente parecer da própria Corregedoria Geral da Polícia Federal.

Por estas e tantas outras situações, o ambiente de trabalho da Delegacia de Altamira vem se tornando pesado e insuportável, com reflexos diretos na produtividade. Tem gerado também uma verdadeira "guerra de expedientes", em que subordinados passaram a representar contra a superiora hierárquica.

Contudo, em vez de encaminhar as representações à Corregedoria da Superintendência Regional, em Belém, a delegada passou a instruí-las com as versões mais convenientes às suas atitudes tiranas. Esta é a forma que a gestora tem buscado legitimar suas práticas inaceitáveis de administrar, com opressão e desrespeito, servidores concursados e capacitados para servir a sociedade e à Polícia Federal.

Em setembro, na tentativa de restabelecer a paz na Delegacia, o Corregedor Regional da PF no Pará, se deslocou até Altamira, para ouvir os servidores, na ausência da chefe déspota, que se encontra em licença médica. Na reunião convocada pelo Corregedor, todas as queixas foram apresentadas e contemporizadas.

Resta-nos torcer para que o aparente armistício celebrado pelo Corregedor, no auge do verdadeiro clima de guerra entre chefia e subordinados, resulte em mudanças imediatas deste nefasto quadro. E que venha uma chefia preparada para liderar e com a noção elementar de que a atividade policial é, por excelência, um trabalho de equipe.


  Autor:   Fonte: Agência Fenapef


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